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"Momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Efectivamente quando andamos na rua atentos às pessoas e ao corropio do dia-à-dia delas, constatamos que o mundo muda constantemente.

O mundo não pára só por nós pararmos.

Há momentos em que temos vontade de parar o mundo e permanecer em momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Em vez de parar no tempo, há que viver com o tempo e retomar os momentos, as coisas e as pessoas sempre que desejamos, encontrando-nos furtivamente, ou não, em emoções e sensações que se perdem nelas próprias.
Desses momentos, coisas e pessoas recordamos pormenores e detalhes que revivemos detalhada e lentamente como se reviver fosse possível. Revivemos em pensamento.
Há que seguir em frente!  (fácil falar, difícil de executar!)

 
Aproxima-se o regresso à cor e à vida.... não sei se quero regressar!!!
Ainda assim, ao regressar, se regressar, penso fazê-lo em grande. Será que não haverá desencontros daqueles de quem não desejamos desencontrar-nos? Será que conseguiremos e nos deixam mantê-los inesquecíveis, únicos e especiais e parte da luz da vida que vivemos?


Only time...
knows who we will remember
Only time....
Knows who will remind us
Only Time,
Only Time

História da história da gente

"Tudo o que se vive tem um sentido, pode trazer algo bom, mesmo de forma estranha, e não precisa de nos vencer. Só nos deve fortalecer"
(In, Uma Pedra Sobre o Rio, de Margarida Fonseca Santos)


Há momentos em que adquirmos as coisas e parece que as desvalorizamos, como um livro.
Recordo-me de ter comprado o livro de onde retirei a citação há já algum tempo e, sinceramente, não o li logo. Deixei passar algum tempo. Quando comecei... quanto mais lia mais queria ler. No momento da vida em que o li, a mensagem fazia sentido.
Atribuir valor e significado a experiências adversas de vida têm um lado muito positivo. O crescimento, a experiência, a maturidade são algumas das mais-valias que imperam e se evidenciam uma vez superados os momentos de dor. Importa integrar todas as experiências nas nossas vidas e narrativas pessoais, ou seja, no romance que é a nossa vida. Só assim nos conseguimos fortalecer e crescer enquanto seres humanos sensíveis e sentidos.


As histórias e os romances
 perpetuam as experiências e as aprendizagens
São lidas e relidas,
interpretadas e reeinterpretadas
recordam e evocam sensações, sentimentos, emoções
reescrevem as nossas histórias de vida
e da "gente que fica na história da história da gente"

Aprendes...

"Depois de um tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto.

E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanha é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão.

Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo.

E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam…

E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoa-la por isso.

Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destrui-la e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da tua vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias.

E que o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprendes que não temos de mudar os amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com que mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vemos.

Aprendes que as circunstancias e os ambientes tem influência sobre nós, mas somos nós responsáveis por nós próprios.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser.

Descobres que levas muito tempo a tornares te na pessoa que queres e que o tempo é curto.

Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais.

Aprendes que, tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é uma das poucas que te ajuda a levantar.

Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.

Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.

Descobres que só por alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas que não sabem como o demonstrar.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que, com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração está partido, o mundo não pára para que o concertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar…que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais.

E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante a vida!

As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar!”


William Shakespeare

Fonte de inspiração

Há dias em que por muito que queirámos não nos sai uma única linha enquanto noutros dias é extremamente dificil seleccionar alguns temas para abordar. Poderiamos falar de amizade, amor, fraternidade, alegria, felicidade.... poderiamos falar de insegurança, desafio, incerteza, angústia... sei lá!
A verdade é que a vida é feita destas coisa.... repleta de paradoxos que nos inspiram.
Se por um lado partilhar a alegria é importante, partilhar a tristeza não o é menos.
É sempre muito gratificante e fonte de conforto saber que alguém, de vez em quando, nos empresta dois ouvidos e nos escuta atentamente. É ainda melhor saber que alguns momentos das nossas vidas são vividos e partilhados in loco com amigos e pessoas que nos são especiais, na certeza que a amizade é recíproca.
São as tarefas e as ocorrências deste quotidiano que se vive que são fonte de inspiração para a escrita!!
A ser assim parece-me que devo esclarecer que qualquer semelhança dos conteúdos do blog com a realidade..... poderão ser realidade!!!

Paradoxo

A complexidade do ser humano é tão complexa que quando mais observamos mais se complexifica.....
Num momento de tranquilidade dei comigo a pensar nos paradoxos que pautam a vida de todo nós. Questionei o quanto agimos sem atender aos nossos sentimentos. Haverá tempo para os escutar?
 Questiono-me sobre a invenção dos sentimentos. Quem pensou e ousou sentir e baptizar semelhante coisa? Por outro lado, compreendo e percebo que sem sentimentos e emoções a vida não teria sabor, não existiriam palavras como amor, raiva, paixão, angústia, alegria, tristeza e muitas outras!
Como libertariamos os gases que se transformam em água e se traduzem em lágrimas? Seria possível que todos tivessemos síndrome do olho seco ou Síndrome de Sjogren? O mundo seria ..... desprovido de sentido!
Face às emoções e pensamentos que por vezes são paradoxais, recordo um em particular: estar do mesmo lado e estar do lado oposto. Efectivamente podemos estar afectivamente do mesmo lado e distante em pensamento, podemos estar do mesmo lado afectivamente e em pensamento e não estar, por exemplo geograficamente, podemos estar do mesmo lado física e geograficamente e não o estar em pensamento e em sentimento..... tantas alternativas!!!! (e outras que aqui não ouso escrever)
Independentemente dos paradoxos, a verdade é que os sentimentos dão sentido à vida, preenchem-nos... a ser assim fico com os sentimentos!!!
Perante os paradoxos, fico com as Rosas... farei dos espinhos pontos de apoio para que possa chegar à flor. Em cada espinho, vou escolher os sentimentos, escutá-los atentamente, vivê-los intensamente, recordá-los eternamente e crescer em torno de emoções fortes.

O rosto



A escolha é mais um processo difícil com que o ser humano se depara. Passamos o dia a fazer escolhas, desde o momento em que acordamos até à hora em que adormecemos (quem sabe também em sonhos).
Há quem utilize palavras ora escritas ora faladas para manifestar as suas escolhas, outros/as optam pelo silêncio. Este processo parece simples.... não fossem os gestos, os olhares, o toque.... os desejos de cada um.
Todos os dias o ser humano apresenta a si próprio alguma novidade. Nem sempre nos conseguimos surpreender a nós mesmos, estamos muito atarefados para parar e pensar em nós (ao contrário de outros, que não fazem mais nada senão admirar incessantemente o seu umbigo). Mas há sempre quem nos observe, quem leia os olhares, gestos e até quem pseudo-interpretações e meta-representações da forma como cada um se apresenta.
Se o discurso verbal deve ser coerente com a comunicação não verbal (observável) e mesmo assim passível de pseudo-interpretações incoerentes, como podemos aferir a linguagem dos sentimentos? Será que teremos capacidade de escolher as emoções e de as controlar tal como controlamos a escolha de um chapéu? E experimentar e desafiar os limites das emoções dos outros, será que é possível? Pois, parece que sim, de outra forma não haveria quem escolhesse os rostos, as emoções, as sensações, os momentos, quem equacionasse os detalhes, quem partilhasse pseudo-momentos.
Vejo que as pessoas, de forma geral, dizem (oralmente) aboninar a falsidade, a falta se sinceridade, os jogos que envolvem outras, contudo escolhem rostos e máscaras através das quais se protegem.
Fico feliz por cruzar com estas pessoas nas ruas, procurando identificá-las entre a generalidade dos transiundes, absorvendo o que há hoje para aprender.

A Partilha

"A energia é imensa

a aprendizagem intensa

a sabedoria incerta

os sentimentos puros

o sofrimento ambíguo

as certezas escassas

o discurso poético

o amor doloroso mas verdadeiro e único"

"Celebration"

Ao que parece a vida está repleta de copos que se enchem e gotas que fazem as água transbordar. Nestes momentos, sempre positivos, largam-se lágrimas de alegria e tristeza que nos impelem na tomada de decisões. É então que se apresenta mais uma dificuldade, decidir (e) mudar. A mudança enceta uma série de processos complexos para o ser humano, que também se apresenta como "um animal de hábitos"... e que hábitos!!!

Mas já lá diz uma pessoa muito especial: o mundo não pára só por nós pararmos!!! (ah poix é) A ser assim, todas as decisões devem ser celebradas! Hoje por aqui celebramos a Vida, afinal life goes on e o melhor é viver todos os dias como momentos únicos e especiais que enchem os nossos copos, canecas ou jarras de alegrias, sorrisos e amizade!

A ideia


A ideia deste blog surgiu numa noite em que duas raparigas trocavam palavras via telemóvel..... através daqueles em que não se paga e se pode falar, falar e falar .... até as palavras gastar!!!
O paralelismo mais próximo que me ocorre é o tão conhecido "Diário da Bridgit Jones", isto porque a ideia inicial era escrever por aqui o quotidiano de pessoas importantes e especiais como nós e darmos o privilégio, a quem nos segue, de conhecer algumas ideias das observações que vamos fazendo relativamente aos cidadãos e cidadãs comuns.... é bom saber que todos partilhamos algo.