A escolha é mais um processo difícil com que o ser humano se depara. Passamos o dia a fazer escolhas, desde o momento em que acordamos até à hora em que adormecemos (quem sabe também em sonhos).
Há quem utilize palavras ora escritas ora faladas para manifestar as suas escolhas, outros/as optam pelo silêncio. Este processo parece simples.... não fossem os gestos, os olhares, o toque.... os desejos de cada um.
Todos os dias o ser humano apresenta a si próprio alguma novidade. Nem sempre nos conseguimos surpreender a nós mesmos, estamos muito atarefados para parar e pensar em nós (ao contrário de outros, que não fazem mais nada senão admirar incessantemente o seu umbigo). Mas há sempre quem nos observe, quem leia os olhares, gestos e até quem pseudo-interpretações e meta-representações da forma como cada um se apresenta.
Se o discurso verbal deve ser coerente com a comunicação não verbal (observável) e mesmo assim passível de pseudo-interpretações incoerentes, como podemos aferir a linguagem dos sentimentos? Será que teremos capacidade de escolher as emoções e de as controlar tal como controlamos a escolha de um chapéu? E experimentar e desafiar os limites das emoções dos outros, será que é possível? Pois, parece que sim, de outra forma não haveria quem escolhesse os rostos, as emoções, as sensações, os momentos, quem equacionasse os detalhes, quem partilhasse pseudo-momentos.
Vejo que as pessoas, de forma geral, dizem (oralmente) aboninar a falsidade, a falta se sinceridade, os jogos que envolvem outras, contudo escolhem rostos e máscaras através das quais se protegem.
Fico feliz por cruzar com estas pessoas nas ruas, procurando identificá-las entre a generalidade dos transiundes, absorvendo o que há hoje para aprender.

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