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Cultivando

Cada vez mais admiro os ingleses, quando utilizam o "ing" na forma "continuous" dos tempos verbais pra transmitir a ideia de algo que se actá atualmente a desenvolver, como se fosse um projecto em construção actual.
Também em Portugal se cultiva. Há quem esteja cultivando quintas no facebook, há quem prefira cultivar quintas todas as semanas, há quem cultive outras coisas independentemente do local, da hora ou da estratégia. Uma das coisas que podemos continuar "cultivando" é a amizade. É muito importante cultivar as relações de amizade, os afectos mais puros e mais desinteressados. Porquê cultivar a amizade? Simplesmente para cultivar algo que nos torne pessoas melhores, que contribua para a definição de cada um como pessoa, para haver momentos de partilha (bons e maus), para haver um "ombro" incondiocional, para simplesmente sabermos que há alguém algures.
Há que seguir cultivando....

Filosofando

Se pensamos, logo existimos, o melhor é continuarmos a pensar e escrever algumas coisas.... Enquanto pensamos e escrevemos também existimos, damos voz a nós próprios, lemos o que escrevemos, ouvimos o nosso pensamento, escutamos o nosso coração, conscencializamos-nos da nossa existência, conhecemos as nossas potencialidades, identificamos as nossas limitações, procuramos estratégias para solucionar as situações com que nos confrontamos no quotidiano e na nossa existência. De tanto pensar, podemos concluir que sabemos que nada sabemos mas, se chegamos a essa conclusão, é porque existimos, pensamos, reflectimos e continuamos a vida, vivendo de forma intensa, na esperança de que algum dia consigamos saber o que hoje não sabemos.





Tempo

O tempo parece ser um dos temas preferidos para se falar. Todas as pessoas falam do tempo. Fala-se quando está sol, fala-se quando está chuva, fala-se quando está nublado e, em última análise, nunca está bom tempo. Ou o tempo anda desafazado de nós ou nós andamos desfazados do tempo.
Depois deste tempo, temos o tempo em horas, minutos, segundo, milésimos de segundo e outras unidades que, por serem tão pequanas não vale a pena citar aqui. Tempo de levantar, tempo de fazer as refeições, tempo de trabalhar, tempo de estudar.. tudo é tempo e todos temos o nosso tempo ocupado de uma forma ou de outra.
Num filme recente de que ouvi falar, fala-se do tempo biológico. Aquele que dizem que toca a homens e mulheres e cada um continua dentro do seu tempo e, ao seu ritmo. Ritmos biológicos diferentes em pleno respeito pelas diferenças individuais.
Por fim, e depois de tantas versões do tempo (e não estão todas), acreditamos que o tempo chega para tudo. Ainda estou para descobrir como se para o relógio que conta os segundos, minutos e horas, como se para o tempo biológico, como se pára o tempo para que todos os dias sejam dias de sol (o meu tempo).
Fica a ideia de que posso conceber o meu tempo como quiser, desfrutá-lo da forma que entender e atribuir-lhe o significado que me parece mais adequado ao tempo.
Manter o tempo nas palmas das mãos, desfrutar o tempo que se nos oferece da melhor forma que conseguirmos, concretizar em tempo os nossos sonhos e projectos é sempre é um bom projecto para este e todos os tempos, afinal cada um de nós pode controlar o seu tempo.

(re)interpretações

Poderemos escrever de tudo e mais alguma coisa, mas tudo o que hoje me apraz dizer é que quando nos propomos tecer algumas considerações sobre o mundo que nos rodeia, idependentemente das igualdades e diferenças, dos afectos e "desafectos", a verdade é que as nossas mensagens podem ser sempre (re)interpretadas de muitas formas e feitios.
Pergunto-me se as (re)interpretações, que a maioria das vezes nem sequer correspondem à ideia escrita, não seão um sinal de necessidades de ordem diversa, como diria o nosso A. Maslow na sua pirâmide das necessidades. Será que as (re)interpretações se baseiam nas necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de auto-estima e auto-realização. Em qual dos níveis estará quem (re)interpreta as nossas mensagens?
Face a isto, fico satisfeita e com as minhas necessidades de auto-realização saciadas (e consequentemente todas as outras, como diria o Maslow), por perceber que inventaram os blogs para que através deles seja possível a quem lê de (rei)intepretar o que escrevemos e assim encontrarem um forma de saciarem as necessidades (segundo Maslow).
A ser assim, (re)interpretem, independentemente de lerem e compreenderem as linhas e as entre-linhas!

Igualdades e diferenças

É curioso olharmos em volta e percebermos que o mundo gira em torno de semelhanças e diferenças. Há pessoas com quem nos identificamos numas dimensões da vida e outras com quem sabemos logo à partida de que tudo o que iremos encontrar são diferenças. As igualdades e as diferenças podem sem compatíveis, facilitar ou dificultar o relacionamento interpessoal. Ainda assim, associadas a essas semelhanças e diferenças, há qualidades e virtudes, defeitos e desvirtudes que podem ocupar mais ou menos do nosso tempo de reflexão e análise crítica.
Diariamente cruzamos com pessoas que nos complementam ou que constatamos que são semelhantes a nós, contribuindo para a definição da nossa identidade. Cruzam-se ideias, pensamentos, opiniões, gostos, interesses e muitas outras coisas sem as quais a vida e as relações não fariam sentido.
É nas igualdades e nas diferenças que nos damos sentido a nós próprios.

Dia Mundial da Criança: observar, estar atento, ouvir e escutar

Escrever é mesmo um vício, um vício saudável. um vício que podemos guardar ou partilhar.
Guardar ou partilhar as experiências da vida, os sabores e dissabores das experiências quotidianas e das observações que vamos fazendo por aqui e por aí, por todo e qualquer lugar.
Deslumbra-me a capacidade de observação e análise das nossas crianças e jovens, o poder e juízo crítico que apresentam, mas também as ideias, sugestões e contributos muito positivos e válidos que nos vão deixando aqui, ali e acolá! Contudo não deixo de me preocupar com a dificuldade que essas mesmas crianças ejovens têm em olhar para o seu umbigo ou verem-se ao espelho e serem também críticos e criativos em relação a si. Críticos e criativos não em relação às ideias que apresentam, mas sim em relação aos comportamentos que por vezes exibem para com os outros e pela dificuldade em encontrar e colocar em prática as respostas e soluções tão critivas e que poderiam ser tão mais produtivas e reconhecidas por aqueles que se dizem também crianças, jovens e adultos.
A ser assim, se o reconhecimento dos outros é muito importante, olhar para o interior e exterior de cada um de nós não é menos. Há que ter a capacidade de observar e estar atento, de ouvir e escutar o mundo e o interior de cada um e o mundo exterior que nos rodeia e nos enriquece com as experiências que nos proporciona. Educar para a escuta e para a observação é uma preocupação e um caminho a percorrer não apenas neste dia mundial da criança, mas hoje e sempe!
Feliz dia Mundial da criança!

"Nunca deixarei de ser a criança que um dia fui!"