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solidariedade

Há dias em que efectivamente estamos mais inspirados para reflectir e escrever.
Nesta época de encontros e desencontros, a vida parece que ganha outros sentido. De repente parece que se valorizam as pessoas e os momentos, tudo de vive com outro sentido, com outro olhar, os afectos modificam-se, tudo é simples e simplificado. Porque não se mantem esta atitude o resto do ano?
Socialmente somos desafiados a praticar mais gestos de solidariedade, de partilha, de dádiva. Os contributos acumulam-se, mas ano após ano, o desafio permanece. Ano após ano a sociedade continua a colaborar e a aderir massivamente a estes momentos.
Deixo hoje aqui uma homenagem àqueles que partilham e são solidarios  ano todo e não apenas nesta época de Natal. Homegeio aqueles que diariamente partilham do seu tempo, a sua disponibilidade, o seu afecto, os seus bens com aqueles que mais necessitam. Felicito aqueles que diariamente se preocupam com outro, com o seu semelhante, trazendo abundância e calor humano aos dias daqueles que pouco podem fazer para se aquecer no regaço do afecto mesmo que este seja o seu mais profundo desejo.
É pela necessidade diária de afecto, de calor e de amor que a solidariedade diária e permanente deve ser uma constante, ainda que por vezes seja evidenciada de formas estranhas e não necessariamente pela via que mais desejamos e que nem sempre compreendemos.