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inter-pessoal

Cada vez mais me convenço da importância que as pessoas têm nas nossas vidas, as marcas que vão deixando, o quanto contribuem para que nos definamos como pessoas, o quanto este processo decorre naturalmente.
Por muito que os recursos de que dispomos para lidar com a ausência das pessoas façam parte de uma interminável panóplia, nem sempre estamos dispostos a folhear essa lista e passar dos pensamentos e intensões á acção, que é como quem diz passar da teoria à prática.
Efectivamente, em dias de sol, como os de hoje, podemos_
-visitar um museu
- passear á beira mar
- fazer um passeio de autocarro
- passear a pé
- ler um bom livro (em casa, num café ou numa esplanada)
- andar de bicicleta
- "molhar os pés" ao mar
- assitir a um bom filme
- fazer trabalhos manuais
- escrever num blog
- ouvir música
- fazer as lides domésticas (que por vezes adiamos)
 (vou tentar continuar a fazer esta lista)

A verdade é que quando estas e outras acções são desenvolvidas com outras pessoas, consomem mais tempo e por isso os dias também se passam de formas muito mais agradáveis. Convivemos mais, e não pensamos tanto na "morte da bezerra" (quem não tem gado em que é que pensa?).

A ser assim, vou aproveitar este tempo, tentar lembrar-me por mais tempo do que hoje escrevo e das estratégias, e aproveitar para escrever outras linhas em coisas que não são blogs e fazer um longo passeio de automóvel (não há outra hipótese) para amanhã abraçar e receber em grande um novo dia, esperando continuar a partilhar todos os momentos com pessoas em permutas inter-pessoais constantes que nos enriquecem e fortalecem.

Mundo

Um mundo...
Sem ruídos
Em silêncio.
Sem pessoas
Sem laços.
Sem vida
E emoção.

Um mundo sem ruído
Desprovido de som, ritmo, timbre e pausas
Sem orientação,
maestros e maestrinas
Que, mais ou menos experientes,
Conduzem a missão
da busca de sentido e organização.

Um mundo em silêncio.
Silêncio de afectos e gestos
privado de trocas permanentes
entre os residentes.

Um mundo sem pessoas,
sem avenças e desavenças
Aventuras e desventuras
Que nos fazem repensar
O abrigo e local a encontrar.

Um mundo sem laços,
sem dar e receber,
sem trocas que nos fazem crescer
Sem regaços e apoios onde (sobre)viver.

Um mundo sem vida
Sem energia interna
sem motivações e interesses
objectivos e missões
que aqueçam todos os corações.

Um mundo sem emoção,
sem emoção de viver
de criar elos, laços e vínculos
por entre os silêncios e ruídos
dos dias e das noites
e assim viver.
 
Não imagino este mundo
Não é aqui que quero morar
Não é esse o espaço a encontrar e cultivar
Por isso há que o modificar.
 
Viver num mundo de sons e ruídos
de afectos e emoções
com pessoas que residem nos nossos corações
Com que temos laços e vinculações
Que orientam nas nossas sugestões
Dão sentido às nossas vocações
e emoção às nossas missões!

recomeçar

Fui aprendendo que a vida é feita de avanços e retocessos! Assinalo hoje um retocesso.
A ser assim, há que voltar a ganhar forças, re-equacionar estratégias para recomeçar as missões e os projectos. Recomeçar com um sorriso, com vontade, com motivação, empenho, com a alegria e esperança de brevemente sentir o gosto da vitória!
A ser assim.... vamos recomeçar a jornada e contribuir para que em solos e locais pouco férteis possam surgir flores, plantas e árvores enquanto símbolos da esperança, da vida e das pessoas que somos.


Um sorriso


Um sorriso
Dado ou emprestado
Oferecido ou Recebido
Vivido
Um sorriso de emotivo
alegre, triste,
contente, satisfeito
Seguro, inseguro
Simpático, acolhedor
Amigo, de amor
De dor e calor
de conforto
Autêntico, verdadeiro
Um sorriso de....
e de....
e ainda um sorriso de....
Por todos os motivos
E mais alguns
Podemos
Devemos
SORRIR
E dar a conhecer
O nosso sorriso!
:)
:)
:)

História que se vive

Senti o teu silêncio,
Estranhei a não resposta
Compreendi a dificuldade na decisão
Acompanho-te nessa missão.

Fazes a tua contagem
Expectante e emocionada
Paradoxa e segura
no futuro que advêm.

Sentirei saudade
Uma saudade bela e feliz
De uma amizade resistente
Que já se mostrou consistente
No passado e no presente.

Uma ida ao cinema
Uma saída nocturna
Um encontro diurno,
Um jantar entre amigos,
São apenas alguns momentos
De uma história que se escreveu imensa
E se vive de forma intensa.

As gargalhadas na sala escura
(Que mais ninguém compreende)
As risotas ao telefone
- Até bem de madrugada -
O ombro nos momentos dificeis
As respostas
As perguntas
Das situações incalculáveis
Das dúvidas existenciais.

Embrulha esses momentos
Num papel bem colorido
Numa caixa
bonita e transparente.
Sempre que desejares
Abre esses momentos
Recorda as pessoas
Os lugares
Os sorrisos
Os olhares
As palavras
As gargalhadas.
Tudo estará lá para ti
A caminhar contigo
E dizer-te que no teu caminho
Tens sempre o meu carinho.


Em contagem

Nesta época do ano, o sol começa a querer instalar-se de vez, mesmo que os meteorologistas sensibilizem para a possibilidade de ocorrência de aguaceiros. Sendo épocas repletas de actividades em que as festas das terrinhas começam a ser divulgadas, o povo inicia a contagem decrescente para o dia seguinte... sim, o dia seguinte vai ser sempre melhor que o dia de hoje!
Se a esperança de dias melhores tiver que passar por contagens decrescentes, independentemente das missões em que cada está envolvido, pois que seja!
Contem de forma decrescente para os objectivos!!!

rituais e hábitos

Serão os rituais diferentes de hábitos?
Na realidade penso que sim, mas também acredito em alguns momentos se confundem. Imagino que os rituais sejam vividos de forma mais intensa na medida em que não implicam a rotina que está presente quando falamos de hábitos. Os rituais devem ser mais vividos, mais emotivos e sentidos e não serem rotineiros. Estes rituais contribuem para a nossa definição enquanto pessoas. Os rituais reflectem as nossas caracteristicas pessoais, aliás, contribuem para o desenvolvimento. Os rituais permitem a partilha da nossa realidade e do nosso mundo, dos nossos amigos, a nossa família, as nossas emoções, os nossos sentimentos.
Sermos privados de partilhar esta parte da história de cada uma de nós seria condenar o nosso desenvolvimento e a nossa identidade.
Encontremos os nossos rituais para permitirmos o nosso auto-conhecimento.

mudaste

É incrível a forma como as atitudes que as pessoas têm umas para com as outras moldam o desenvolvimento de cada uma. Todos desejamos encontrar pessoas verdadeiras e que nos apoiem nas caminhadas, contudo quanto mais convivemos mais necessidade temos de nos proteger e de não nos mostrarmos tal como somos. É triste mas parece que para sobreviver num mundo tem que ser assim. É certo que o crescimento é constante e a aprendizagem intensa, repleta de sabores e experiências fantásticas que nos moldam e que nos vão permitindo conquistar um lugarzinho entre os sobreviventes. Apesar das adversidades investimos na conquista de um lugar seguro, repleto de afectos intensos, com portas de janelas que se abrem em vários sentidos e que proporcionem a entrada e saída de experiência, com paredes revestidas de cores alegras e onde entram e permanecem as pessoas.

# e #

Hoje escreve-se fazendo-se uma análise posterior do que foi o #36 e o #35. Dias intensos, de pouco sono mas também pouco cansaço. O ser humano tem destas coisas. Dias em que se percebem mudanças de humor intensas e incontroláveis... tudo o que apetecia era pôr o mundo a girar à nossa volta, sob as nossas regras, sob as nossas opinões e sob os nossos idealismos!
Todos deviamos ter pelo menos um dia para que as coisas corressem sob a nossa vontade!

# 37 (take 2) - De olho...

Depois da síntese pouco sintética das observações dos transportes públicos, tudo o que me apraz dizer é que o ser humano tem uma necessidade incrível de controlar e nem sempre o sabe fazer de forma subtil. Temos que controlar os horários dos transportes públicos, os horários das refeições, os horários do noticiário, os horários das telenovelas, enfim.... um "mundihorário" que todos querem controlar.
Como fazem os bombeiros, as equipas do INEM, a polícia, os professores e outros que dentro dos seus horários gerem adversidades a qualquer momento e tem que estar disponíveis. Há algum tempo parecia que ter um emprego era fixe, melhor que trabalho ja que o trabalho dá trabalho! Pessoalmente prefiro trabalho..... mesmo que tenha que me adaptar constantemente às exigências do meio.... não é fácil ser liberal num país que ainda tem enraizada a "relógiomania"! Mas já que há tanto para controlar e já que os relógios avançam independentemente das pressões que façamos, porque não se controla e contabilizam também as ausências na pausa do almoço, os dias em que se entra mais cedo (e parece que ninguém repara - note-se: parece!), os dias em que se sai mais tarde, os dias, ou melhor, noites em que continuamos a trabalhar não havendo tempo para a família que reclama ou para a qual parece cada vez haver menos condições! Enfim.... que mais se pode dizer de um mundo que se organiza nos seus horários nem sempre coincidentes com os de outras culturas.... podemos sempre pensar que tudo isto se deve às caracteristicas (por vezes divergentes) que herdamos devido a vidas passadas! Todas as explicações são válidas, desde que coerentes, e esclarecedoras do comportamento de controlo do ser humano.
Síntese:
Estão de olho e estou de olho
(vá-se lá saber em quê ou em quem!)!!!

# 37 - Pause sem "Kit-Kat"

Possivelmente hoje escrevo por etapas!
Sabe tão bem podermos olhar por nós! Não necessariamente cuidar da nossa beleza (interior e exterior) mas encontrarmos espaços e momentos para nos encontrarmos. Devo salientar que durante muito tempo fiz muitas e longas viagens de forma muito contínua e, adivinhe-se, utilizando transporte públicos (devo ter quota em alguma empresa!)!!! Esta semana decidi fazer o mesmo e aqui estou eu. As novas tecnologias permitem-nos escrever online enquanto viajamos! Para além disso, nessas viagens podemos ler, observar pessoas (que ora palram ora falam ora se aborrecem, que fazem crochet ou que simplesmente se passeiam....) e enquanto fazemos isso vamos organizando os nossos pensamentos. Para além disso é uma boa forma de nos sentirmos parte do mundo!
A rotina do dia-à-dia é devaras desgastante, faz-nos perder o paladar (apurado) de desfrutar da vida com todo o seu sabor! Por outro lado, romper com as rotinas pode ser gratificante, pode significar que alguém nos procura, nos telefona e até precisa de nós (mesmo que por motivos profissionais e certamente porque a necessidade de ajudar a resolver algo já emergiu e começa a sufocar alguém!)!
É agradável sentirmos que somos desejados, que alguém nos telefona mais que não seja para dar duas de treta, quem sabe tomar um café, chá ou laranjada e continuar a dar duas de treta (não vão os músculos da língua ficar dormentes!). Não temos necessariamente que falar deste ou daquele, ou, desta ou daquela, mas podemos falar disto e daquilo!
Pois vem, avizinha-se o regresso ao mundo do contra-relógio, do tudo para fazer e nada feito, das tarefas que vão surgindo e que ora nos fazem sentir competentes ora nos ridicularizam, das tarefas que põe à prova a nossa capacidade de gerir o tempo e de lidar com as adversidades que teimam em apresentar-se de forma subtil e imperiosa a cada segundo que vivemos!
Saberá o ser humano viver sem este stress!? Será que enquanto fazemos crochet ou assistimos a filmes no PC durante as viagens estamos a evitar encontar-nos connosco! E escrever em blogs, será que também nos impede de fazer essa caminhada ao nosso interior?! Pois bem, neste momento, prefiro acreditar que todas estas actividades contribuem de forma muito vincada para o nosso auto-conhecimento e para a nossa auto-organização, para que no minuto seguinte estejamos fortalecidos e mais capazes de enfrentar e sobretudo admirar um mundo que tem uma oportunidade que espreita a cada adversidade!
Resumo da história: há que fazer estas pausas mais vezes! Viva o transporte público e os momentos que estes nos proporcionam! (Ah, só mais um aviso: nos comboios regionais também podem circular bicicletas e sem custos adicionais, só não percebi que podemos fazer gincanas nos corredores! Mas fica a ideia e as felicitações a quem pensou nos adeptos do cicloturismo ou utilizadores habituais destes veículos de 2 rodas).

# 38 - (multi)culturalidade

Depois do desafio lançado ontem, efectivamente os transportes públicos guardam muitos segredos e uma viagem daria para escrever um romance! Se por um lado encontramos cidadãos de múltiplas nacionalidades, também não deixa de ser verdade que cada um de nós tem a sua cultura, aliás, é fundamental que cada um de nós encontre a sua cultura, a sua identidade, o seu lugar!
Por muito que gostemos de viajar e conhecer o mundo, o nosso cantinho é sempre o nosso cantinho. Um cantinho, um lugar seguro que partilhamos com aqueles que são especiais e de quem sentimos que estamos próximos! Nem sempre é fácil encontrar este espaço e demarcar este território. Podemos ser sempre cidadãos do mundo, mas necessitamos dos outros para viver e para sermos felizes, necessitamos de observar os outros, de acompanhar as rotinas dos outros, de permitir que os outros também nos monitorizem (ainda que em doses Q.B.).
Continuando, a multiculturalidade com que nos confrontamos no dia-à-dia contribui para que, por comparação, também nos consigamos definir e conhecer a nós mesmos como pessoas também multiculturais, multifacetadas, pertencentes a uma série de grupos diferentes e que nos complementam como pessoas e seres "uno" e únicos. Deste  modo, precisamos de todos para construir o mundo e a nós próprios!

#39 - (des)orientação

Desejaria neste da partilhar as aventuras mais emocionais que pude experimentar, contudo hoje apenas há desventuras. Podemos não acreditar no destino, mas que há dias em que nos perdemos mais do que uma vez, há, e disso não tenham dúvidas. O mais insólito é perdemo-nos por entre o conhecido e os locais conhecidos. Quando nos perdemos, geograficamente falando, vivemos sensações de desespero e desesperança... a determinada altura questionamo-nos sobre as vezes que nos perdemos connosco mesmos e nem sequer nos apercebemos. E dentro de nós não há sinais ou tabuletas indicadoras do rumo e do melhor sentido e direcção a tomar! Isso é que é uma prova! Foi uma prova neste dia #39!
Como se não bastasse, perder-me numa ida, ainda me perco num regresso!
Resumo da história: os automóveis são muito úteis, mas isolam-nos do mundo! Eles são uma caixinha na qual nos protegemos de um mundo que nem sempre é afável e acolhedor! protegemo-nos das pessoas com quem não interagimos, pois a qualquer esquina pode estar a polícia e nem às imprecisas orientações do GPS conseguimos estar atentos. Mais vale andar a pé ou utilizar os transportes públicos!
Numa noite que se evideciaria tranquila, os pensamentos e emoções apresentam-se ambíguas. Neste país gostamos de trabalhar e de saber que contribuimos para algo no nosso país, mas por vezes concluímos que trabalhar não compensa.... para quê deixarmos de ter tempo para nós em prol das actividades que desenvolvemos para este país, quando o défice parece continuar a aumentar e o zé povinho parece que cada vez vai pagar mais! Enfim.... há mesmo que reequacionar a vida e nos nossos valores!

# Day 39 - Good!!!! :)

40 dias

Se a viagem à volta do mundo demorou 40 dias, as missões em que nos envolvemos também podem ter essa duração até se começarem a evidenciar os resultados. A maior missão, é o desafio de ao longo desses 40 dias a missão ser envolta em afecto, segurança, tranquilidade, paz... tudo aquilo que há que buscar num mundo que se tem revelado competetitivo, ameaçador e bastante intimidatório para crianças, jovens, adultos e idosos. As recentes notíciãs dos aumentos dos impostos em nada nos satisfazem, mas a missão permace! A vida connosco mesmos deve continuar a ser vivida com serenidade e paz, numa viagem que se prolonga para além dos 40 dias inicialmente decretados.

# Day 2 - Mission :)

Missões

A vida é feita de projectos, de actividades e tarefas nas quais nos empenhamos. Há quem também lhes chama "Missões". Talvez a palavra Missão encete em si mesma a noção de compromisso que assumimos connosco mesmos mais do que com os outros. Não temos necessariamente que nos envolver em Missões de entrega aos outros, de dávida e cuidado aos demais, podemos entregar-nos a missões que nos façam felizes a nós próprios. Isto não faz com a missão seja egoísta. Podemos envolver-nos em missões pessoais, para que estejamos bem connosco mesmos e, consequentemente e consecutivamente, entregarmo-nos de alma à vida e àqueles que connosco a partilham.

Assim sendo, decreto aqui o 1º dia da minha missão.... a missão de mim para mim!
Mission: #1 - No sugar!  :)

"Mania de Escrever"

Começa a tornar-se viciante escrever aqui e partilhar as experiências mais e menos gratificantes do quotidiano. Mais do que descrever essas experiência, descrevemos as emoções, sentimentos e pensamentos que emergem dentro de nós. Surge assim o "bom vício" de escrever, de nos auto-decobrirmos, de nos darmos a conhecer como pessoas, procurando e encontrando a cada letra, a cada palavra e cada frase o tesouro que há dentro de nós!
Estes dias tem sido em cheio. Cheio de novidades sociais e de carácter nacional (mas deixemos as questões políticas de lado), cheio de novidades relacionadas com as manifestações de fé desencadeadas pela vinda do papa (sobre o que também já falamos), cheio de contactos com pessoas com experiências diferentes.
Descobrimos, ou menlhor, redescobrimos a importância de estar com os outros sem ter necessariamente que partilhar os pormenores da nossa vida. Redescobrimos a alegria de partilhar momentos que queremos integrar na nossa história, e simplesmente os partilhamos. Trocam-se ideias, opiniões, pensamentos e emoções cuja diversidade aceitamos incondicionalmente. Identificamo-nos com pessoas que, sem que conheçamos as histórias delas (o que não é necessário), acolhemos na nossa história e nas nossas vidas. Ninguém tem que partilhar o que não deseja. Há que criar espaços e momentos para que no nosso interior nos possamos organizar e só depois disso, em consciência, poderemos decidir o que partilhar, como partilhar e quando partilhar.
Alegro-me pelos momentos que conhecidos e desconhecidos proporcionaram nestes dias, pelos laços de amizade, afecto e companheirismo que permitiram viver de forma partilhada! Poderemos não nos voltar a encontrar, mas o espaço e a descoberta que proporcionaram que acontecesse é, ainda neste momento, indiscritível e inqualificvável! Mas efectivamente é viciante partilhar estes momentos aqui!

Afecto

Depois de um video particular que vi ontem, não pude deixar de pensar no quanto os factos nos fortalecem.
Pensei no recente luto e na dor que ele causou, mas hoje penso sobretudo no quanto esse efacto nos torna mais fortes, mais resistentes e resilientes. Também nos tona mais afectivos (com algumas pessoas), capazes de partilhar momentos de "parvalheira", momentos de riso e lágrimas, momentos de "esmiuçar os sufrágios"... momentos de... momentos que pautam a nossa vida, que nos fazem reflectir e integrar o passado, usufruir o presente e projectar no futuro! O futuro só faz sentido com pessoas e com afectos! A vida futura, onde estaremos amanhã, é para ser vivida com intensidade.

Hoje

Hoje não pude deixar de ficar indiferente às Comemorações das Aparições de N.S. Fátima, cuja visibilidade aumentou com a presença do Papa.
Independentemente das diferentes perspectivas do povo, a verdade é que Fátima continua a mobilizar muita gente. Gente que passa por lá com alguma frequência e cuja visibilidade não é tão grande quanto aquela que os diferentes canais de TV transmitiram.
Paralelamente analisam-se no nosso país as possibilidades de aumentar impostos e do povo continuar a pagar as despas públicas que todos adquirimos, alguns inclusivamente antes de Nascer. Questiono-me se todos pediram para que a situação do nosso país melhorasse.
Basta abrir os jornais do dia, e tudo o que encontramos são trajédias: morte, acidentes, violações, assaltos.
Enquanto isso ostenta-se riqueza (que não temos) numa visita papal, nos planos do TGV, nas ajudas ao outros países da UE. E a nós quem nos ajuda?
Deve ser por isso que as pessoas sentem necessidade de se "agarrar" aos valores religiosos, à fé! É sempre bom acreditar em algo que nos faça pensar todos os dias que amanhã será melhor.
Os rituais repetem-se para alguns, euqnato para outros são novidade.... uma visita àquele "templo" religioso enche os corações dos crentes e daqueles que ainda que não sejam praticamente regulares activos da fé, continuam a sentir o chamamento para algo.
Gosto desta coisa de explicar o inexplicável. A fé, as crenças e os significados atribuidos são sempre úteis nestes momentos. Efectivamente se não fosse aquilo em que acreditamos, que valores teriamos na vida? Qual o significado da vida quando mais nada faz sentido?
Se não houver respostas, o melhor é fazer-se uma longa viagem ao interior de cada um de nós e encontrar estas perguntas (dúvido que encontremos as respostas) para encontrar o significado da missão que todos temos.
Da minha reflexão concluo que há que ajudar a colmatar as despesas públicas (das quais nem todos somos responsáveis), há que viver um dia de cada vez com alegria, há que viver cada momento como se fosse o último, e por último, usufruir dos momentos de felicidade e pensar que seremos felizes!

"The Bounty Hunter"

Nas salas de cinema do país, "Ex-mulher procura-se" revela-se como uma comédia interessante.
Fui ver e depois de algumas gargalhadas (que certamente a restante assistência não compreendia), dei comigo a pensar nas desculpas que os homens inventam para "caçar prémio"! Efectivamente as mulheres são tesouros, mais valiosos que uma bela quantidade de dólares (ou euros)... contudo, o orgulho e a falta de.....é tal que eles preferem assumir que andam à caça do dinheiro como recompensa do que assumir que andam mesmo caidinhos por uma bela mulher!!!
Indispensável será dizer que quando as coisas são correpondidas, enquanto for exequível, o sucesso pode ser garantido!
Como as mulheres rentabilizam mais os neurónios para pensar na linguagem dos afectos, tudo o que os homens dizem ou fazem pode contribuir para o (in)sucesso de tudo e mais alguma coisa. Conclusão: "alle.soft" com os prémios, parece ser uma boa receita!

benvindos

A expressão "benvindo" é utilizada numa variedade de contextos e com múltiplas pessoas. Esta palavra reflecte a diversidade das pessoas, da realidade, do mundo e das atribuições e significados que dele fazemos.
Podemos dar as boasvindas a um amigo, a um colega, a um conhecido. Damos as boasvindas sempre que chegamos a uma nova cidade, aliás todas elas têm uma tabuleta a dizer essas coisas.
Se analisarmos o significado da palavra, podemos constatar que esta é uma palavras que funciona como um marco, uma passagem, uma transição.
Também podemos dar as boas-vindas a uma mudança, a uma nova etapa, a uma novo desafio.
Há amigos que nos podem dizer "bem-vindos"...
O mais semelhante que conheço em momentos de dificuldade é : "Benvinda, o mundo não pára só por tu parares", que é como quem diz, benvindos à realidade.

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Este é, mais coisa menos coisa, o título de um artigo que li recentemente. Decidi deixar aqui as dicas sugeridas, afinal a mudança é já a próxima saída...

1. Empenho e convívio (melhor que o empenho no convívio é impossível!!!)

2. Comportamento - como pessoa feliz (smile, smile & smile)

3. Plano (por fases) - como diz o ditado: atrás de dia, dia vem!

4. Escrita (a sugestão é de um diário... pode ser um blog?!)

5. Criatividade na decoração (cor.... preto e branco também são cores?!)

6. Programa com adrenalina (all night long, serve?)

7. Pensar do lado positivo (há outro lado?!)

8. Assumir desafios sozinhas/os (já agora também os riscos e as consequências)

9. Arranjar companheiros de 4 patas (podem ser 2 inferiores e 2 superiores, assim do tipo bicipede?!)

10. Estimular cumplicidade (há outra forma de se viver feliz?! - cumplicidade numa redoma de vidro deve ser dificil!)

11. Jogar alto (atenção ao risco e cuidado com possíveis perdas económicas!!! e quem não joga?!)

12. Evitar ser enganada/a (como se alguém gostasse de ser enganado.... aliás, não fazemos outra coisa na vida senão enganarmo-nos mutuamente e, pior, enganarmo-nos a nós mesmos)

Ventos...

"Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai para sempre..."
 
(Bob Marley)
 
 

"desculpas..."

Esta semana recebi um mail onde era referido em letra garrafais: "as desculpas não se pedem, evitam-se".
Num primeiro impacto parece-me sensato, mas demasiado teórico!
1º)  se todos nós fazemos as coisas com as melhores intenções... logo, para quê pedir desculpa?
2º)  há momentos em que por muito que desejemos evitar as desculpas... talvez sejamos capazes de tudo mas envolvermo-nos nessa árdua tarefa é mais do que uma missão impossível! Afinal, aponte o dedo aquele que nunca errou....
Não estamos cá para condenar ninguém mas para nos compreendermos, apoiarmos e de vez em quando tecer umas considerações em relação ao facto do mundo não parar quando nós desejamos parar um pouco!
Gente, pausas são momentos muito necessários para o equilíbrio de todo o ser humano.

Flor

É sempre muito bom começar o dia com mensagens muito positivas e de pessoas muito especiais. Obrigada!
Tomo a liberdade de partilhar:


Para ti !



Chega um momento na tua vida em que efectivas quem é importante para ti, quem nunca foi, quem não é mais e quem o será para sempre.

Amizade

Amigos
Todos os dias vos encontro
mesmo quando não vos vejo.

Encontro-vos nos gestos,
Nas palavras, no afecto.
Naquele abraço,
Naquele regaço.
Encontro-vos com aquele sorriso
Descubro-vos todos os dias.

Às vezes gostava
de gostar
de ser igual a mim mesma
nos afectos
nas emoções
e tocar nos corações

Às vezes gostava
de dar e receber no mesmo momento
com o mesmo alento
fortalecendo o sentimento
de quem torna as pessoas
pessoas especiais

Amigo, amiga
Estás cá e lá
aqui, ali e acolá
Guardo-te e protejo-te
Guardo o teu sorriso
Guardo o teu abraço
Guardo o teu calor
Guardo o teu olhar
Guardo o teu discurso
protejo a amizade.

Círculo da vida


Vivemos em circulo...
Os dias passam
Há pessoas que vão
Há pessoas que vem

O círculo é feito de partidas e chegadas

Partem os lutos
Partem aqueles e aquilo que se perde
Porque se esgotou
Porque nunca se pôde ter
Porque teve mesmo que ser

Chegam
pessoas,
experiências e momentos que se (re)vivem

Só com pessoas a vida faz sentido
Só as pessoas nos enchem o coração
Só as pessoas nos são o alimento
Só as pessoas nos enchem de emoção

Dia da mãe

Para todas as mães do Mundo,
em especial para a minha:

Conhecemos
No dia em que nascemos
umas mãos
uns braços
um regaço
um olhar
um Amor.

Nas mãos fomos recebidos
Muitas vezes afagados
Embalados 
E sempre orientados.

Nos braços repousamos
Rimos e choramos
E sempre que necessitamos
Foi lá que nos refugiamos.

No regaço
encontramos o calor
alimento de amor
alívio de toda a dor.

No olhar
perdemo-nos e encontramo-nos
em sonhos e realidades
ora inalcancáveis 
ora inexplicáveis.

No amor,
que a distância não separa ou enfraquece,
definimo-nos como gente
Vivemos de contente
partilhamos publicamente.

Encontramos na palavra MÃE
Uma síntese de toda a emoção
Do crescimento e evolução
De um incomensurável coração."


Feliz dia da mãe!

"Momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Efectivamente quando andamos na rua atentos às pessoas e ao corropio do dia-à-dia delas, constatamos que o mundo muda constantemente.

O mundo não pára só por nós pararmos.

Há momentos em que temos vontade de parar o mundo e permanecer em momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Em vez de parar no tempo, há que viver com o tempo e retomar os momentos, as coisas e as pessoas sempre que desejamos, encontrando-nos furtivamente, ou não, em emoções e sensações que se perdem nelas próprias.
Desses momentos, coisas e pessoas recordamos pormenores e detalhes que revivemos detalhada e lentamente como se reviver fosse possível. Revivemos em pensamento.
Há que seguir em frente!  (fácil falar, difícil de executar!)

 
Aproxima-se o regresso à cor e à vida.... não sei se quero regressar!!!
Ainda assim, ao regressar, se regressar, penso fazê-lo em grande. Será que não haverá desencontros daqueles de quem não desejamos desencontrar-nos? Será que conseguiremos e nos deixam mantê-los inesquecíveis, únicos e especiais e parte da luz da vida que vivemos?


Only time...
knows who we will remember
Only time....
Knows who will remind us
Only Time,
Only Time

História da história da gente

"Tudo o que se vive tem um sentido, pode trazer algo bom, mesmo de forma estranha, e não precisa de nos vencer. Só nos deve fortalecer"
(In, Uma Pedra Sobre o Rio, de Margarida Fonseca Santos)


Há momentos em que adquirmos as coisas e parece que as desvalorizamos, como um livro.
Recordo-me de ter comprado o livro de onde retirei a citação há já algum tempo e, sinceramente, não o li logo. Deixei passar algum tempo. Quando comecei... quanto mais lia mais queria ler. No momento da vida em que o li, a mensagem fazia sentido.
Atribuir valor e significado a experiências adversas de vida têm um lado muito positivo. O crescimento, a experiência, a maturidade são algumas das mais-valias que imperam e se evidenciam uma vez superados os momentos de dor. Importa integrar todas as experiências nas nossas vidas e narrativas pessoais, ou seja, no romance que é a nossa vida. Só assim nos conseguimos fortalecer e crescer enquanto seres humanos sensíveis e sentidos.


As histórias e os romances
 perpetuam as experiências e as aprendizagens
São lidas e relidas,
interpretadas e reeinterpretadas
recordam e evocam sensações, sentimentos, emoções
reescrevem as nossas histórias de vida
e da "gente que fica na história da história da gente"

Aprendes...

"Depois de um tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de uma criança e não com a tristeza de um adulto.

E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno de amanha é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair ao meio em vão.

Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo.

E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam…

E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e tu tens de perdoa-la por isso.

Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destrui-la e que tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás para o resto da tua vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo em longas distâncias.

E que o que importa não é o que tens na vida, mas o que és na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprendes que não temos de mudar os amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com que mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vemos.

Aprendes que as circunstancias e os ambientes tem influência sobre nós, mas somos nós responsáveis por nós próprios.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser.

Descobres que levas muito tempo a tornares te na pessoa que queres e que o tempo é curto.

Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais.

Aprendes que, tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é uma das poucas que te ajuda a levantar.

Aprendes que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que quantos aniversários celebraste.

Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.

Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.

Descobres que só por alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas que não sabem como o demonstrar.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que, com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração está partido, o mundo não pára para que o concertes.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar…que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais.

E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante a vida!

As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar!”


William Shakespeare

Fonte de inspiração

Há dias em que por muito que queirámos não nos sai uma única linha enquanto noutros dias é extremamente dificil seleccionar alguns temas para abordar. Poderiamos falar de amizade, amor, fraternidade, alegria, felicidade.... poderiamos falar de insegurança, desafio, incerteza, angústia... sei lá!
A verdade é que a vida é feita destas coisa.... repleta de paradoxos que nos inspiram.
Se por um lado partilhar a alegria é importante, partilhar a tristeza não o é menos.
É sempre muito gratificante e fonte de conforto saber que alguém, de vez em quando, nos empresta dois ouvidos e nos escuta atentamente. É ainda melhor saber que alguns momentos das nossas vidas são vividos e partilhados in loco com amigos e pessoas que nos são especiais, na certeza que a amizade é recíproca.
São as tarefas e as ocorrências deste quotidiano que se vive que são fonte de inspiração para a escrita!!
A ser assim parece-me que devo esclarecer que qualquer semelhança dos conteúdos do blog com a realidade..... poderão ser realidade!!!

Paradoxo

A complexidade do ser humano é tão complexa que quando mais observamos mais se complexifica.....
Num momento de tranquilidade dei comigo a pensar nos paradoxos que pautam a vida de todo nós. Questionei o quanto agimos sem atender aos nossos sentimentos. Haverá tempo para os escutar?
 Questiono-me sobre a invenção dos sentimentos. Quem pensou e ousou sentir e baptizar semelhante coisa? Por outro lado, compreendo e percebo que sem sentimentos e emoções a vida não teria sabor, não existiriam palavras como amor, raiva, paixão, angústia, alegria, tristeza e muitas outras!
Como libertariamos os gases que se transformam em água e se traduzem em lágrimas? Seria possível que todos tivessemos síndrome do olho seco ou Síndrome de Sjogren? O mundo seria ..... desprovido de sentido!
Face às emoções e pensamentos que por vezes são paradoxais, recordo um em particular: estar do mesmo lado e estar do lado oposto. Efectivamente podemos estar afectivamente do mesmo lado e distante em pensamento, podemos estar do mesmo lado afectivamente e em pensamento e não estar, por exemplo geograficamente, podemos estar do mesmo lado física e geograficamente e não o estar em pensamento e em sentimento..... tantas alternativas!!!! (e outras que aqui não ouso escrever)
Independentemente dos paradoxos, a verdade é que os sentimentos dão sentido à vida, preenchem-nos... a ser assim fico com os sentimentos!!!
Perante os paradoxos, fico com as Rosas... farei dos espinhos pontos de apoio para que possa chegar à flor. Em cada espinho, vou escolher os sentimentos, escutá-los atentamente, vivê-los intensamente, recordá-los eternamente e crescer em torno de emoções fortes.

O rosto



A escolha é mais um processo difícil com que o ser humano se depara. Passamos o dia a fazer escolhas, desde o momento em que acordamos até à hora em que adormecemos (quem sabe também em sonhos).
Há quem utilize palavras ora escritas ora faladas para manifestar as suas escolhas, outros/as optam pelo silêncio. Este processo parece simples.... não fossem os gestos, os olhares, o toque.... os desejos de cada um.
Todos os dias o ser humano apresenta a si próprio alguma novidade. Nem sempre nos conseguimos surpreender a nós mesmos, estamos muito atarefados para parar e pensar em nós (ao contrário de outros, que não fazem mais nada senão admirar incessantemente o seu umbigo). Mas há sempre quem nos observe, quem leia os olhares, gestos e até quem pseudo-interpretações e meta-representações da forma como cada um se apresenta.
Se o discurso verbal deve ser coerente com a comunicação não verbal (observável) e mesmo assim passível de pseudo-interpretações incoerentes, como podemos aferir a linguagem dos sentimentos? Será que teremos capacidade de escolher as emoções e de as controlar tal como controlamos a escolha de um chapéu? E experimentar e desafiar os limites das emoções dos outros, será que é possível? Pois, parece que sim, de outra forma não haveria quem escolhesse os rostos, as emoções, as sensações, os momentos, quem equacionasse os detalhes, quem partilhasse pseudo-momentos.
Vejo que as pessoas, de forma geral, dizem (oralmente) aboninar a falsidade, a falta se sinceridade, os jogos que envolvem outras, contudo escolhem rostos e máscaras através das quais se protegem.
Fico feliz por cruzar com estas pessoas nas ruas, procurando identificá-las entre a generalidade dos transiundes, absorvendo o que há hoje para aprender.

A Partilha

"A energia é imensa

a aprendizagem intensa

a sabedoria incerta

os sentimentos puros

o sofrimento ambíguo

as certezas escassas

o discurso poético

o amor doloroso mas verdadeiro e único"

"Celebration"

Ao que parece a vida está repleta de copos que se enchem e gotas que fazem as água transbordar. Nestes momentos, sempre positivos, largam-se lágrimas de alegria e tristeza que nos impelem na tomada de decisões. É então que se apresenta mais uma dificuldade, decidir (e) mudar. A mudança enceta uma série de processos complexos para o ser humano, que também se apresenta como "um animal de hábitos"... e que hábitos!!!

Mas já lá diz uma pessoa muito especial: o mundo não pára só por nós pararmos!!! (ah poix é) A ser assim, todas as decisões devem ser celebradas! Hoje por aqui celebramos a Vida, afinal life goes on e o melhor é viver todos os dias como momentos únicos e especiais que enchem os nossos copos, canecas ou jarras de alegrias, sorrisos e amizade!

A ideia


A ideia deste blog surgiu numa noite em que duas raparigas trocavam palavras via telemóvel..... através daqueles em que não se paga e se pode falar, falar e falar .... até as palavras gastar!!!
O paralelismo mais próximo que me ocorre é o tão conhecido "Diário da Bridgit Jones", isto porque a ideia inicial era escrever por aqui o quotidiano de pessoas importantes e especiais como nós e darmos o privilégio, a quem nos segue, de conhecer algumas ideias das observações que vamos fazendo relativamente aos cidadãos e cidadãs comuns.... é bom saber que todos partilhamos algo.