Naquele momento tudo parecia sombrio, as dúvidas eram muitas, o futuro longínquo, o apoio percebido era mínimo. O desejo de vencer na vida uma vezes era gigante e noutras alturas parecia esconder-se num local inacessível tornando-se imperceptível.
O gigante era motor de lutas, de esforços e conquistas bem sucedidas com aquele exército paralelamente alinhado capaz de intimidar quem se aproximasse. O sorriso, a alegria, a vontade de viver transbordavam, qualquer tarefa era de fácil execução. O desejo de desenhar planos futuros aumentava. Em sonhos acordados inaginava-se o palácio e a vida sem dificuldades, olhando-se apenas para a flor firme da rosa.
Os espinhos do caule da rosa também faziam parte do dia-a-dia adolescente. O maior espinho condicionou todo o percurso crescente do caule da rosa. As marcas que deixou são irreparáveis. Ainda assim, o caule encontrou caminhos alternativos e em primaveras menos iluminadas também a rosa abriu.
Hoje, abrem-se as memórias. Permanecem dúvidas e questões em relação ao passado, ao presente e ao futuro. Reconhece-se que se muda, não sabemos se para melhor. Sabemos que reconhecer isso é já indicador de aprendizagem, maturidade. Valoriza-se agora o que sempre nos ensinaram sem que se anulem os sonhos pessoais. Somos fortes para crescer nas dificuldades, na certeza de que as amizades que se perpetuam no tempo continuam a ser a água e a luz essenciais para o despertar de todas as primaveras.
Também hoje se fez primavera. Percebe-se que a missão foi cumprida, mas muito há ainda a fazer. Manter a promessa feita, de que a amizade é intemporal e residente em todas as estações do ano.
Para a Bruna