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O meu refúgio

Percursos civilizacionais, rasgos de betão ladrilhados por mão humana guiam o desnorte do silêncio, elevam o poder do pensamento, da ilusão, toda e qualquer imaginação; perturbam o azul vivo do verão, o verde vida da mais bela primavera; atravessam vales, montanhas e planícies acastanhadas e despidas do outono; no inverno vestem de branco transparente frio e gélido ofuscando os olhares dos transiundes que em veículos a motor, pedais ou simples animais perdem os pensamentos em plena ebulição.

(Escrito em 27 de Abril de 2011)