O cheiro a lápis de cor, lápis de cera inundavam a sala.
Tapei o nariz e ordenei à minha mente que comandasse as minhas mãos e as pontas dos meus dedos para naquela gigante folha de papel fizesse uns rabiscos.
Rodei a folha várias vezes. Não sabia se a utilizava na horizontal ou na vertical.
Num precalço fiz um risco. Fiquei triste. Tinha manhchado a folha e não tinha outra.
Decidi voltar a página. Voltei a rodá-la várias vezes.
Peguei numa cor. Azul oceano.
Na horizontal pintei o mar.
A cor-de-laranja, vermelho, verde, castanho desenhei os peixes. Eram de todos os tamanhos, cores e feitios. Bilhavam. Estavam cuidados.
Reproduzi a falésia que tinha visto uma vez num livro que folheei.
No extremo da falésia desenhei o farol, guia dos barcos que do oceano se aproximavam.
No extremo da falésia desenhei o farol, guia dos barcos que do oceano se aproximavam.
Preenchi o fundo do oceano de branco, numa tentativa de aproximação à linha do horizonte. Os lápis de cera tinham a cor branca que eu queria utilizar.
Levemente, a cinzento, procurei representar uma montanha com neve. A mesma que um dia vi num outro desenho que alguém cuidadosamente fizera. No cimo da montanha rabisquei um menino, fazendo sky, deslizando para o oceano como se estivesse no aquaparque que agora anunciavam na TV.
Levemente, a cinzento, procurei representar uma montanha com neve. A mesma que um dia vi num outro desenho que alguém cuidadosamente fizera. No cimo da montanha rabisquei um menino, fazendo sky, deslizando para o oceano como se estivesse no aquaparque que agora anunciavam na TV.
Os homens e mulheres dos barcos, passeavam-se. Mergulhavam nas águas profundas do oceano para que o menino também se atirava no maior dos divertimentos.
O desenho tem destas magias, reproduzem os nossos pensamentos, libertam a alma de quem os faz e pinta com a milagrosa capacidade dos lápis de cor.